Inspirei-me para escrever este post num excelente artigo que li no Jornal Publico acerca da obrigatoriedade escolar até aos 18 anos. Penso que esta questão envolve uma série de factores importantes, por um lado o ser obrigado a frequentar a escola até aos 18 anos, daria ao jovem um alicerce cultural maior, o que lhe daria condições melhores na busca de um emprego; por outro temos a questão da ‘obrigatoriedade’ e o trabalho.

Primeiramente, tudo que é ‘obrigado’ no meu ponto de vista não funciona. Alias ‘obrigar’ não combina com democracia. Em segundo, como é que ficam os jovens que por qualquer motivo têm de começar a trabalhar cedo? Como iriam conciliar ambas as coisas? O ideal seria então que houvesse soluções que proporcionasse aos jovens estudar sim, mas também terem condições para tal. Imaginem uma situação, onde um jovem ou uma jovem foi mão ou pai com seus 15 ou 16 anos, e têm de sustentar o filho recem nascido? Como ficaria diante a nova lei? Estamos diante de uma situação complexa e que merece ser estudada com atenção. Veja abaixo um trecho do artigo do Publico:

…..”Nenhum dos países da Europa que alargaram a escolaridade obrigatória alterou a idade mínima de admissão ao trabalho”, diz Manuela Santos. É sobretudo devido a esta prática que o Ministério do Trabalho afasta a necessidade de proceder a alterações por cá, frisa a assessora. “O ponto único e essencial é que o jovem continue a sua formação. É isso que se tem de assegurar”, acrescentou.”….

Leia o texto na íntegra no link abaixo:

Jornal Publico | Mais anos na escola pode impor nova lei laboral

3 COMENTÁRIOS

  1. Se hoje já há alunos que aos 11, 12 anos não querem nada com a escola, maltratam colegas, funcionários, professores, tornam-se os donos e senhores das suas escolas, imagine-se acrescentar essa obrigatoriedade até ao 12º, além de que, já se sabe, o próprio 9º ano já é dado, estamos a criar os analfabetos do século XXI, aqueles que tendo o 9º ano se questionam por que é que eu escrevi seculo XXI com letras em vez de numeros. Mas no fundo o que interessa é que nas estatísticas estejamos bem cotados, continuamos burrinhos que nem um portão de ferro, mas temos o diploma do 12º em casa, claro, o que vale é que não é preciso assinarem o diploma, senão em muitos teriamos apenas uma cruz ou impressão digital

  2. Como já há poucos conflitos nas escolas, vamos p’a frente com isto, poque ainda vai haver mais problemas e violência nas nossas escolas!! O que adianta andarem na escola se não quizerem lá andar? destabilizam o ambiente e fazem com que os restantes alunos das turmas ainda tenham menos aproveitamento.
    Tudo me leva a concluir, que o que interessa são as estatisticas! Portugal tem que ter um nivel “cultural” identico ao dos restantes países da CEE, custe o que custar!!

  3. O antigo serviço militar obrigatório vai ser substituido pelo serviço escolar obrigatório.

    Há duas diferenças fundamentais entre estes serviços compulsivos:
    1. O militar era mais barato e produzia melhores resultados de aprendizagem.
    2. No militar a instituição fornecia as armas; no escolar, cada um tem de as levar de casa.

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