Hoje, dia 07 de Abril, é celebrado o Dia Mundial da Saúde, a data foi criada em 1948 pela Organização Mundial de Saúde, e desde 1950 anualmente tem sido lembrada em diversos países do mundo. A data tem como objetivo lembrar toda a sociedade sobre a importância da saúde e destacar temas na área da saúde que afetam crianças,  jovens e adultos em todo o mundo; e promover o bem estar geral incentivando bons hábitos de alimentação, higiene e vida diária.

Por ser um dia muito especial, hoje o Blog da Criança traz para nossos amiguinhos e amiguinhas, uma linda história que faz parte do nosso projeto «Ensinando uma Criança a Viver» em parceria com o Clube das Estrelinhas. Vamos a ela?

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A importância de compreender a saúde

Hoje na escola entregaram-nos os formulários de matricula para o próximo ano, e é necessário escolher algumas disciplinas opcionais, em função da carreira universitária que tenhamos escolhido. Pensei que tinha muito claro a minha vocação, por isso decidi ir para casa contar aos meus pais e pedir-lhes ajuda com os formulários. Mas quando cheguei a casa, encontrei os meus pais muito concentrados, vendo um documentário num canal regional, sobre o que é a saúde. Tentei interrompê-los várias vezes entusiasmada, mas mamã disse-me para ficar em silêncio e que ouvisse atentamente. No programa apareciam médicos de diferentes especialidades, naturopatas e terapeutas de medicina tradicional chinesa e de outras técnicas holísticas. Todos eles têm opiniões diferentes sobre o que é a saúde, mas todos estão de acordo numa coisa que repetem muitas vezes, que ela é a base do nosso bem-estar e que sem ela não podemos fazer corretamente nada na nossa vida. Não poderíamos brincar, estudar, trabalhar, praticar desporto ou outras muitas coisas.

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Eu nunca tinha pensado em algo que eles disseram, que a saúde é um direito humano, mas que depende de todos os outros direitos. É muito difícil que exista uma boa saúde se a alimentação não é adequada ou não temos acesso a alimentos básicos, podemos adoecer ou gerar outro tipo de distúrbios com a comida. Por isso o direito à alimentação é vital, assim como o direito à água potável, porque são dois direitos humanos que andam de mãos dadas, porque sem água morreríamos desidratados. De nada nos serviria ter muitos médicos ou medicamentos sem a água, que é tão necessária para que o nosso corpo consiga funcionar, o direito a desfrutar de umas condições de higiene e saneamento adequados, e assim sucessivamente com outros direitos que eles explicavam.

Todos os especialistas referiam que dependendo das condições de cada país, as necessidades de cada povoação variavam relativamente à saúde. Por exemplo, em alguns países do continente africano, é muito importante a aplicação de vacinas para erradicar vírus e bactérias, prevenir doenças contagiosas graves e que não morram pessoas em massa, por isso nos lugares mais pobres, o mais importante é ter atenção primária, água, comida e umas condições mínimas de qualidade de vida. Para eles é importante sobreviver com uns cuidados de saúde mínimos, essa é a prioridade dos médicos e ONGs que estão nas zonas.

Quando comecei a ouvir estas coisas, fiquei muito surpreendida, porque estava tão concentrada nos meus problemas e nos conflitos existentes à minha volta, que nunca tinha parado para pensar nisso.

Em contrapartida, quando começaram a falar dos países mais desenvolvidos, como o nosso, as necessidades para ter uma boa saúde mudam, porque nós disfrutamos de alimentos, água, condições de saneamento, etc.; aqui não há epidemias graves, por isso os médicos, terapeutas, naturopatas e acupuntores teriam de exercer um papel preventivo, tratar casos urgentes, partos ou pessoas que requerem uns cuidados especiais. Os acupuntores e terapeutas, inclusive alguns psicólogos, dizem que é muito importante não nos stressarmos, porque é uma das coisas que faz com que o organismo se debilite, nos sintamos cansados e sem forças para fazer as nossas coisas. O terapeuta diz que as emoções negativas fazem-nos sentir mal e ao longo do tempo acabam por adoecer-nos, porque danificam todo o nosso corpo e a energia que o forma; o acupuntor seguiu dizendo que quando stressamos, a energia fica bloqueada e gera dores.

Bem! É muito interessante. O documentário acabou e eu prestei muita atenção porque até esse momento acreditava que a saúde era apenas não estarmos doentes, mas descobri que ter saúde é sentir bem o corpo, a mente, as emoções, a energia…é algo muito mais completo daquilo que ensinam às crianças. Para que estejamos fortes, saudáveis e felizes, não só necessitamos dos médicos, mas também de outros especialistas como os terapeutas, naturopatas e acupuntores, porque todos nos ajudam a cuidar da saúde de forma diferente, por isso temos que respeitá-los. Quando o documentário acabou, disse aos meus pais que tinha chegado o momento de escolher o meu futuro e que tinha mudado de opinião, já não queria ser desenhadora de moda, mas sim queria estudar jornalismo.

Já passaram oito anos desde que vi esse documentário com os meus pais que mudou a minha vida. Sou jornalista e viajo pelo mundo com diferentes ONGs para retratar as necessidades de cada um deles e como vivem a saúde nas diferentes partes do mundo. Criei um pequeno jornal para crianças e jovens no qual conto tudo aquilo que vivem nos cinco continentes, para que compreendam a importância da saúde e possam fornecer o seu grão de areia para uma sociedade melhor.

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