Rivalidade entre Mãe e Filha

Muitas mães se queixam que têm uma relação difícil com a filha e que sentem uma certa rivalidade ou até mesmo animosidade oriunda da filha, isso não é ‘cisma’ de mãe , geralmente costuma acontecer, e porque?

Por vários motivos. Antes de mais devemos saber que a menina quando começa a crescer e ter compreensão das coisas adopta uma tendência de tentar ‘concorrer’ com a mãe.

Caso esta mãe tenha sido mãe muito jovem, ou seja a diferença de idade entre mãe e filha seja de 18 ou 20 anos a tendência aumenta. E é importante dizer que as vezes algumas mães também ‘estimulam’ esta concorrência, ou seja sentem-se ameaçadas pelas atitudes da filha e começam a ter atitudes também pouco corretas relativamente a este problema. Não basta só observar a atitude da sua filha e se lamentar.

A menina ou adolescente tem uma tendência nata para competir com as outras mulheres, sejam primas, irmãs ou mãe. No caso especifico da mãe há um motivo maior que é se sobressair diante dos olhos do pai. Geralmente a figura paterna é idolatrada pela filha e tudo que ela deseja é sobressair-se diante dos olhos do pai. Por vezes inconscientemente a adolescente tenta provar que é melhor que a mãe.

Mas não se aflija, isso ocorre muito até entre outros graus de parentesco como tios e sobrinhas, sobrinhos e tias, etc. Dependendo da personalidade da menina fica ainda mais difícil estabelecer um diálogo sem que ela se sinta
confrontada e ofendida; e cause uma polêmica ainda maior em torno do facto.

O problema aumenta quando o pai sai em defesa da filha, que então se sentirá mais apoiada para continuar por vezes a repudiar a mãe.Embora não devesse vou citar um exemplo que assisti recentemente:

- ‘ Um casal de cerca de seus quase 40 anos, com uma filha adolescente e filha única. A filha tem por hábito menosprezar a mãe sempre que possível e preferencialmente em público. Neste caso específico a mãe se retrai com medo de entrar em choque e o pai e o restante da família apoia a menina.

Absolutamente ninguém se manifesta para dizer à adolescente que isto não se faz, que não é assim que se trata as pessoas, principalmente uma mãe.’ -

De quem é a responsabilidade neste caso? Da família que permite que a adolescente faça e diga tudo o que quer? Do pai que apóia a filha? Da mãe que se mantém calada e não se impõe como mãe?

Pois é, nesta hora ninguém sabe a resposta não é? Se você está a passar por problema semelhante lembre-se que antes de qualquer coisa você deve ter uma conversa séria com o seu marido. Diga à ele o que você sente e que acha incorrecto da parte dele apoiar as atitudes da sua filha.

Esperemos que ele a compreenda, porque muitas vezes o que as mães ouvem dos maridos é que são elas é que têm ciúmes da filha. Você deve deixar claro que não admite ser confrotnada pela sua filha, e acima de tudo você tem de aprender a dizer as coisas na hora certa; e caso sua filha esteja a passar dos limites – saber coloca-la devidamente no lugar que lhe é cabido: O lugar de filha.

Não se mostre fraca e com medo, os adolescentes quando se apercebem da fraqueza do adulto usam-na para manipular certas situações, por isso esteja atenta ao seu comportamento. Se for o caso reuna a sua família sem a presença da sua filha e exponha o que você está a sentir e peça colaboração à todos, afinal você é a mãe e também responsável pela educação dos filhos .

Desculpem se fui dura demais, mas o que eu mais detesto ver são filhos e filhas tiranas e parece que hoje isto está se proliferando! E se os pais não agirem, amanhã serão totalmente dominados pelos filhos e perderão qualquer tipo de direito de expressão e liberdade de acção, e porque? Porque dizem que educar ‘traumatiza’!

Pensem nisso!

1 Comentário neste Artigo

  • Edineia

    5 de novembro de 2009 at 15:49
    Olá, ao buscar informações sobre educação de filhos encontrei este artigo e gostei muito do que está escrito, muito bem colocado as abordagens. Tenho uma filha que está entrando na adolescência e é bom ler para saber lidar com as situações vindouras. Parabéns

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